onde cultura pop encontra teoria econômica e geopolítica

O Resumo pre-liminar da nossa pesquisa

É com entusiasmo que compartilhamos os primeiros resultados de nossa investigação no projeto “HQnomia: A Economia Através dos Personagens e das Histórias em Quadrinhos – Uma Linguagem Didática para Compreensão Econômica” que faz parte do PAIC 2025-2026 dsa FAE Centro Universitário.

A pesquisa, conduzida pelos Professores Orientadores Hugo Eduardo Meza Pinto o e Jose Aparecido Carlos Ribeiro , em conjunto com os alunos pesquisadores Laura Cauduro, Luiz Henrique Antonelli e Débora Pires, foca em investigar a utilização de Histórias em Quadrinhos (HQs) como recurso didático no ensino de conceitos econômicos.

Nosso estudo inicial valida a viabilidade de usar narrativas quadrinísticas para operacionalizar conceitos econômicos complexos de forma acessível e contextualizada. A importância do tema reside na necessidade de ampliar as metodologias de ensino da Economia, tradicionalmente marcadas por abordagens expositivas, utilizando HQs como uma alternativa que aproxima conteúdos teóricos de situações concretas, favorecendo o engajamento e a compreensão conceitual dos estudantes.

As HQs são reconhecidas como uma linguagem própria e um meio de expressão artística autônomo, configurando-se como “arte sequencial”. Essa complexidade narrativa permite que heróis e vilões funcionem como instrumentos simbólicos capazes de moldar percepções coletivas em períodos de crise.

O nosso estudo Parcial demonstrou a densidade teórica considerável presente nas narrativas de super-heróis e conflitos geopolíticos. Nossas análises temáticas iniciais exploraram conexões profundas entre ficção e fundamentos econômicos:

1. O Reino de Wakanda (Marvel): Permitindo a discussão aprofundada sobre a complexa relação entre dotação de recursos naturais e desenvolvimento econômico. Foram analisados conceitos como a “doença holandesa”, as Vantagens Comparativas (David Ricardo) e a Economia de Enclave (Prebisch e Furtado). Wakanda serve como metáfora de que o desenvolvimento se fundamenta na qualidade da gestão institucional e na sofisticação da tecnologia, não apenas na abundância de recursos.

2. Guerra Civil (Millar): A saga serviu como metáfora das tensões fundamentais entre a intervenção estatal (Keynes) e a liberdade individual (Hayek). A oposição entre o Capitão América (ética da convicção) e o Homem de Ferro (ética da responsabilidade) ilustrou a tensão dialética na liderança política e econômica.

3. Gotham City e O Pinguim: Foi analisada a racionalidade econômica do crime (Gary Becker) e como a falência institucional do Estado leva atores criminosos a criarem estruturas próprias de poder para reduzir os custos de transação (Coase e Williamson). O Pinguim demonstra a racionalidade criminosa ao organizar estruturas ilícitas como verdadeiras empresas.

Observamos que o engajamento dos estudantes aumenta significativamente quando conceitos econômicos abstratos são apresentados através dessas narrativas familiares e culturalmente relevantes.

Nosso estudo qualitativo, analítico e hermenêutico baseou-se em encontros semanais de pesquisa-ação, utilizando a análise temática para identificar padrões entre narrativas e conceitos. A consolidação destas descobertas subsidiará a próxima fase do projeto.

Fique atento aos próximos capítulos de HQnomia!

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